terça-feira, 20 de setembro de 2011

Calar por amor ou falar por causa da verdade?

_Norbert Lieth_

Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor "...não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade" (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.
Ao estar em jogo a verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo, que seguia mais as tradições e as próprias leis do que a Palavra de Deus. O Dr. John Charles Ryle, bispo anglicano de Liverpool que viveu de 1816 a 1900, certa vez disse assim:

Controvérsias religiosas são desagradáveis
Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui" (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos pastores cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo. (de: "Alle Wege führen nach Rom")

Norbert Lieth


Fonte: http://www.chamada.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Viver Para Cristo


Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11: 36)



Esta maravilhosa advertência do Apostolo Paulo (escrita dentro do cárcere) nos leva a reflexão justamente sobre ao que ele refere como “todas as coisas”. Há um erro tremendo de algumas pessoas que Lêem este texto a acabam descontextualizando o seu significado.
Contrariando algumas pessoas, este texto não está ligado somente às ações em prol do Reino de Deus, mas também, as que fazemos em benefício próprio. Muitas pessoas pensam que servir a Deus se resume a um espaço de tempo durante o dia, mas através deste texto Paulo abrange a totalidade da nossa vida, quando ele diz: “todas as coisas” ele quer dizer no sentido literal da expressão.
Tudo que fazemos de certa forma tem que está ligado ao Reino de Deus, em I cor 8: 6 lemos: “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele”. 
Temos que compreender o que realmente Deus quer de nós, Ele não quer um breve abraço, não quer uma prosa temporária, não quer um namoro. Ele procura um lugar para morar, um lar onde possa ter um relacionamento sincero e eterno. Jesus diz em sua palavra: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” (João 14: 23)

Nesta Palavra Deus pede uma prova de Amor para aqueles que desejam segui-lo: Guardar os Seus mandamentos. Deus ama a todos os homens na face desta terra, mas há um diferencial para os que O obedecem, pois aquele que guarda (obedece) em seu coração a Palavra de Deus alcança a manifestação de Seu amor a tal ponto, que Deus passa a viver para ele tornando-o sua habitação. É importante frisar a frase “Se alguém me ama”, essa é a condição para aquele que ama a Cristo manifestar seu amor para com Ele, guardar seus mandamentos.
Como ponto crucial disto tudo, chegamos à conclusão que quando Deus está contido no homem, o mesmo está contido em Deus e pelo caminho inverso vemos que quando Deus não está contido no homem, o mesmo não está contido em Deus. Eis a importância das palavras de Paulo, que na prática as viveu fielmente deixando para nós um legado de morte de si e de suas vontades para viver literalmente em prol da obra de Cristo.
Sejamos imitadores de Paulo, assim como ele era de Cristo e tenhamos coragem de viver em Cristo, lembrando sempre que somos sua propriedade, que estamos aqui por sua causa e que tudo que fazemos tem que ser para Ele. Quando oramos, temos que pedir em seu benefício, tudo o que há em mim tem que está voltado para ele. O salmista entendia isso e expressou: “BENDIZE, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que em mim bendiga o seu santo nome.” (salmos 103: 1).
É preciso coragem para viver para Deus, coragem de negar, coragem de abrir mão, coragem de suportar e coragem para fugir, coragem para servir e principalmente coragem para ser sal nesta terra.
Deus está procurando uma noiva capaz de se manter virgem (pura) até o casamento, que seja submissa, honrada e que não se corrompa com costumes de imundos, que o ame acima de tudo e que tenha nEle o seu maior tesouro. Uma noiva que entenda o significado de ser noiva de um Rei, e que seja capaz de dizer:  Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” (Filipenses 1: 21)

Que Deus te abençoe.

Amém

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Armadilha do Inimigo ou Sofisma Humano?


            Atualmente vemos cada vez mais denominações de igrejas surgindo com as mais variadas “visões” ou “doutrinas”. Estamos vivendo o tempo da popularização do evangelho, ou melhor, a sua sofisticação. Cada vez mais pessoas se dizem servas do Senhor Jesus e declaram através de canções, danças, palavras e grandes eventos que O amam, Pensando demonstrar a grandeza de seu amor.
Se perguntarmos a qualquer um que se declara crente em Deus, se ele serve a Deus, vamos ouvir geralmente as mesmas respostas: Sim, mais ou menos ou O tenho no meu coração.  Quando ligamos nossa TV, normalmente vemos programas evangélicos em algumas Redes falando o que Jesus pode te proporcionar, em geral, falam de bens materiais, um bom Emprego, Felicidade e coisas maravilhosas que podemos desfrutar neste mundo. Afinal, estamos vivendo qual evangelho?
            Quando abro a palavra de Deus, começo a perceber que estou vendo um evangelho totalmente diferente daquele proposto por Cristo.
            Certa feita, Cristo ouviu de um escriba: _Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. E disse Jesus: _As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. (Mateus 8:19,20), aqui Jesus está literalmente dizendo ao escriba: O meu caminho não tem tesouro algum nesta terra. Logo depois (no versículo 21 e 22 de Matheus 8), outro de seus discípulos lhe disse: _Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. Jesus, porém, disse-lhe: _Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos. Vemos aqui outra vez O Senhor Jesus dizendo, para aquele discípulo deixar as coisas deste mundo para este mundo.
Ao observarmos a igreja contemporânea e o evangelho pregado por ela, e ao compararmos com o evangelho de cristo, notamos uma larga diferença de ideais. Essa apostasia tem aumentado consideravelmente no decorrer do tempo e a palavra de Deus nos alerta há mais de dois mil anos que isso iria acontecer.  
O Apostolo Paulo pouco tempo antes de morrer e levando as cicatrizes em seu corpo de toda a boa obra do evangelho nos exorta:
_Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (II Timóteo 2: 2,3,4).
Observemos que o Apostolo Paulo, já previa este afastamento do genuíno evangelho, ele já avistava este tempo que vivemos, onde o evangelho do “ sou filho do rei” tomou o lugar do evangelho onde dizia-se “sou servo de Deus”.
Esta cada vez mais “fora de moda” pregar a cruz que temos que carregar por cristo, e esta tendência esta se alastrando tanto, que se alguém ousar dizer que assim como somos co-herdeiros de Cristo e participantes da sua glória, somos também participantes de suas aflições, será chamado de louco e obviamente rejeitado.  
Há na segunda carta de Paulo a Timóteo um chamado para todos nós:
Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. (II Timóteo 2: 3,4,5)

            Certamente esse é um chamado para cada um que deseja seguir a Cristo verdadeiramente, não para ter conforto ou algo que Ele possa dar nesta vida, Mas para plantar (servir) nesta vida olhando sempre para eternidade.


            

                Que a Graça e a paz de Cristo seja convosco. Amém

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Árvore da Vida


          
           Ao observar o livro Genesis podemos reparar Deus em sua excelência e sabedoria criando o mundo. Percebemos que Ele cria todo o universo e pelo poder da sua palavra forma tudo o que o homem precisa para viver na face desta terra. Quando Chega o Sexto dia o Senhor Deus realiza a mais caprichosa de suas criações, o homem, e neste mesmo instante, entrega em suas mãos o domínio de tudo que Ele criou.
            Dentro de um mundo perfeito e recém criado Deus planta um jardim no oriente do Éden e ali põe o homem para viver em harmonia e gozar de tudo o que criara para ele. 
            No jardim havia muitas árvores frutíferas, mas duas chamam mais atenção, a primeira e mais conhecida é a árvore do conhecimento do bem e do mal e a segunda e menos lembrada é a árvore da vida (Genesis 2:9).
            O homem tinha acesso a todas as árvores do jardim inclusive a estas duas citadas, mas Deus olha para o homem e diz:
_ De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Ao comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem (Adão e Eva) peca e perde o acesso à árvore da vida, esta árvore era a fonte direta de vida eterna e quando o homem perde o direito de comer do seu fruto, perde também a oportunidade de uma vida eterna. Algo que nos chama atenção, é o fato de mesmo após o homem comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, teria a chance de possuir a vida eterna se comece, mesmo após seu erro, da árvore da vida. E Deus para que isso não acontecesse expulsa o homem do jardim e guarda (fecha) o seu acesso. (Genesis 2: 22, 23,24)
Através de Adão o pecado entra no mundo destituindo a humanidade da glória de Deus, trazendo cada vez mais afastamento dEle e de sua vontade (Romanos 3:23). A humanidade entrava, deste então, numa época de grandes trevas e sequidão.
Passados aproximadamente cinco mil anos, Deus em sua infinita misericórdia em manifestação de amor e graça, olha para o homem e mesmo não vendo merecimento algum de uma reconciliação, dá-lhe uma segunda chance de desfrutar de um relacionamento real com Ele. Em uma grande e inexpressível forma de amor Deus olha para seu único filho e vê nEle a única chave de restauração de relacionamento Téo – humano e envia-lho á humanidade.
Quando o Pai envia o Filho para este mundo, “planta” fora do jardim novamente a árvore da vida, Jesus diz: (João 15:1 - EU sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.). Mas ao contrario de outrora, Deus põe uma condição para aqueles que desejam comer de seu fruto e tornar a viver eternamente.  Em João 3:16 lemos que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
            A condição é esta: Crer na legitimidade e eficácia da árvore da vida, a qual é Jesus Cristo.  Somente desta forma comeremos o seu fruto e experimentaremos mais uma vez o sabor da vida eterna.
Somente aceitando este fato é que podemos desfrutar do dom gratuito de Deus e da maravilhosa grandeza do seu amor, Gloria seja dada a Cristo, a árvore da vida a qual Deus semeou, capaz de produzir vida abundante e vida eterna.
Jesus diz em João 14: 6 Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Amém.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Fruto do Espírito Santo

     Todos os que conhecem a Deus e mesmo os que O conhecem pouco já ouviram falar dos frutos do espírito. Muitos tem uma idéia errada do que realmente a Bíblia está dizendo. Demasiadas vezes estamos tão acostumados a ouvir sobre algo, que quando olhamos a Palavra de Deus, só conseguimos ver aquilo que fomos "convencidos" a enxergar.
Vejamos o que diz a Bíblia:

Em Gálatas 5: 22 diz:
“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”

Prestemos atenção no autor quando diz “o fruto do Espírito é”. 
Ele quer dizer que o fruto é um só (O amor), e os demais são ramificações do amor. 
Concluímos que, aquele que tem em seu coração o amor, terá também todas as suas ramificações.
Que são: gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Em 1 Coríntios 13  aprendemos que:
“4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Observando-se gálatas 5: 23 encontramos a seguinte frase: “Contra estas coisas não há lei”
Mas a qual lei o autor se refere?
A lei é uma referência ao novo testamento onde em Mateus 22 encontramos a seguinte pergunta:
36 - Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37 - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38 - Este é o primeiro e grande mandamento.
39 - E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo
40 - Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
No livro de João13: 34 diz: Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
Esta lei abrange todo o fruto do espírito.
Tendo em vista isto, chegamos a conclusão de que “o fruto” (amor e suas ramificações),  sobrepõe-se aos dons como lemos nos versículos a baixo:
1 AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.


Tendo em vista isto, podemos chegar a segunte conclusão:
Quando exercemos o Amor, estamos exercendo todo fruto do espírito, vale a pena lembrar que o amor aparece na palavra de Deus como mandamento:


João 15:12


"O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei."

Exercer o Fruto do Espírito Santo é nosso dever



Medite nisso.




Joa 15:12O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.


Rom 12:10Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.